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Por que o imbróglio na formação da chapa petista na Bahia? Análise política

Por Cloves Pedreira

Uma reunião em São Paulo entre o governador Rui Costa (PT) e os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), convocada pelo ex-presidente Lula, com a presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, pretendia selar uma nova etapa para a definição da chapa governista no Estado, mas prioritariamente o Lula visualizava a política macro, pois o apoio do PSD proporcionaria com mais consistencia política para a vitória em um primeiro turno para o Lula, a maioria no Congresso Nacional, e a implosão do CENTRÃO, que é um grupo de deputados que na realidade governa o País.

E a estratégia Macro do Lula, levava em conta uma mudança na formação da chapa, com Otto assumindo sua liderança na disputa ao governo e Rui, disputando o Senado, o que implicaria na saída de cena de Wagner, por este motivo, os petistas que se preocupam mais com a política local, e nada entendendo do que estava sendo tratado, já começaram a chamar Wagner de golpista petistas de golpista, só que o ex-governador apenas estava colaborando com o ex-presidente na movimentação das peças neste grande tabuleiro.

Caso estas mudanças se materializassem, beneficiaria grandemente o PP, porque permitiria ao vice-governador João Leão assumir o governo por conta da renúncia de Rui, necessária a que podesse concorrer ao Senado.

A composição sendo concretizado, o governador renunciaria já em abril para Leão poder comandar o Estado, e isto também não foi bem digerido pela militância.

Vale registrar que Rui Costa não queria ficar fora da chapa, sendo ele o governador mais bem avaliado no país, e certamente mesmo Otto não sendo PT, encabeçando a chapa, seria a formação mais viável.

Enão, após exaustivas conversas, Rui Costa cede, mas ficou com o direito de escolher o cabeça de chapa e o nome é Jerônimo, desconhecido, e bastante questionado como gestor à frente da secretária de educação.

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