Policiais da Bahia, Ovelhas Levadas ao Matadouro?

Por Cloves Pedreira

Durante o velório do Tenente Grec da Rondesp Atlântico assassinado em serviço na noite de ontem dia 12.09/21, o pai da vítima atribuiu ao Governador Rui Costa e ao Secretário de Segurança Pública (SSP), Ricardo Mandarino Barreto responsabilidade pela morte de seu filho.

A insegurança é realidade no Estado na Bahia. Não só na capital como no interior tornou-se comum a demonstração de força por parte dos criminosos que ostentam força, executando pessoas, exibindo armas sofisticadas, roubando bancos, impondo toque de recolher a comércios e o pior executando os agentes da lei e em alguns casos saindo impunes.

Quase oito anos sem reajustes salariais, com o quadro de pessoal defasado, promoções atrasadas e sem receber auxílio periculosidade. Policiais na Bahia enfrentam o crime com armamentos e materiais de proteção individuais obsoletos ou limitados para combater a criminalidade que avança no Estado. Nas atuais condições desmotivados, mal equipados e remunerados, os Policiais são verdadeiras ovelhas levadas aos matadouros.

No dia 10.09.2021 no mesmo bairro onde o Tenente da Rondesp foi morto, a imprensa publicou um vídeo de 15 homens armados aterrorizando a região, minutos depois chegou uma viatura com apenas três polícias que em menor número não tinham como enfrentar aqueles bandidos.

As imagens gravadas no dia 10.09.2021 deveriam servir de alerta para a SSP sobre o estado de insegurança do bairro, bem como, aplicação de estratégias capazes de proteger a população local e impedir morte do Tenente da Rondesp.

Apesar desse contexto de defasagem de material humano, armamento, sensação de medo por parte da população e morte de policiais, o governo do Estado da Bahia aprovou o orçamento de R$ 665.437.861,33 (Seisentos e sessenta e cinco bilhões, quatrocentos e trinta e sete milhões, oitocentos e sessenta e um mil e trinta e três centavos) para a comprar de câmeras que serão usadas nas fardas dos policiais, com o objetivo de fiscalizar suas ações internas.

Em um momento de crise econômica e aumento da criminalidade, não seria sensato usar esses recursos para contratar mais policiais, equipa-los, blindar viaturas, compra armamentos, viaturas e equipamentos para investigação?

Diante do caos da Segurança Pública, o que falta para a SSP descobrir e fiscalizar as rotas das armas ilegais que estão chegando com facilidade nas mão dos bandidos?

É momento do governo melhorar a segurança pública, valorizando os policiais, com uma ações mais técnicas do Secretário de Segurança Pública, fiscalizando a chegada dessas armas através das Rodovias Estaduais e não se preocupando apenas com fiscalização de veículos com irregularidades de trânsito, bem como, com ações mais enérgicas de contenção do crime.Pois caso contrário, outros policiais infelizmente serão vitimados já que várias localidades da Bahia tornaram-se literalmente matadouros, quem abatem agentes do Estado e o povo.

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