Para o Estado, quem vale mais; o “bandido” ou o polícial?

Por Cloves Pedreira

Assim que desencadearam a onda de rebeliões nos presídios brasileiros, especialistas em Segurança Pública, apontaram o Estado como culpado pelo caos instalado naquele momento.

Segundo analistas, estes sistemas prisionais são verdadeiras bombas relógios, que devido à desumanização promovida pelas autoridades, principalmente pela falta de cumprimento da lei, tem transformado estes presídios em universidades para formação de seres humanos cada vez mais distantes da possibilidade de um retorno à ressocialização!

Agora, neste exato momento a sociedade brasileira acompanha, as manifestações dos Policiais Militares do Rio de Janeiro e Espírito Santo com o apoio dos familiares destes profissionais, que diariamente colocam suas vidas em perigo de morte para salvaguardar os cidadãos.

E estarrecidos o povo observa a  onda de injustiças cometidas pelo Estado em detrimento da classe policial.

Salários baixíssimos, atrasos nos salários, falta de reajustes salariais compatíveis à importância e complexidade das tarefas aos policiais confiadas, o não pagamento de 13° salários, falta de uma política que implante forma que estabeleçam um plano de carreira visando promoções, efetivo insuficiente para a demanda, e por ai vai!!!

E neste momento, o Estado se mostra ineficaz, sem poder, força moral, e sem vontade política para solucionar o impasse, lança mão do mais cômodo, ou seja; ameaças  aos policiais caso os mesmo não retornem ao trabalho.

Fica evidenciado que esta problemática, é fortalecida pela onda de corrupção instalada no sistema falido e sujo que forma o Estado.

O correto não é estabelecer formas de repressão aos policiais, como a Federalização do Crime de Motim, mas, sim o de estudarem como atualizar as dívidas com os policiais.

Quando os presos foram mortos nos presídios, imediatamente falou-se em indenização das famílias!

Ai então se configura que o bandido vale mais que um policial?

É necessária uma mudança profunda nas estruturas, como a extinção de leis obsoletas impostas à sociedade.

Precisamos de políticas públicas, um conjunto de programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado, diretamente ou indiretamente, com a participação de entes públicos ou privados, que visem assegurar determinados direitos de cidadania, de forma difusa e para determinados seguimentos sociais, culturais, étnico ou econômico.

Mas para isto, sabe-se que é necessário extirpar a corrupção entranhada na sociedade!

 

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