O Prefeito Colbert Filho, pressiona o Legislativo usando parte da imprensa. Pres. Fernando Torres reage: “O meu mandato será de diálogo e muito trabalho, principalmente para fiscalizar, investigar, denunciar e impedir roubos, que porventura possam ocorrer na administração pública”.

Por Cloves Pedreira

A reação do Presidente da Câmara de Feira de Santana Fernando Torres PSD, contra pressões do prefeito Colbert Filho, que possivelmente estaria usando parte da imprensa, que recebe mídia do Executivo, foi devastadora.

As pressões acontecem pois o Governo Municipal tem pressa em aprová-lo, acontece que a Câmara Municipal não está aprovando nenhum projeto a toque de caixa, este Projeto de Lei, trata da concessão de desconto, isenção e parcelamento de tributos.

Em discurso muito intenso, Fernando Torres reafirmou que a atual Mesa Diretora do Legislativo não admitirá pressões e que exercerá o seu mandato com “diálogo e muito trabalho, principalmente para fiscalizar, investigar, denunciar e impedir roubos, que porventura possam ocorrer na administração pública”. 

Fernando falou que; “foi eleito não para ser subalterno, nem ouvir puxão de orelha, servir ao prefeito Colbert ou ao ex-prefeito José Ronaldo, nem para dizer amém a tudo”.

Visivelmente indignado, o presidente disse que trabalha pelo bem da cidade e nada deve a políticos, além de respeito e diálogo, “desde que haja reciprocidade”.

Ele lamentou sobre que o secretário de Governo, Fanael tenha através de uma ligação telefônica, cobrado aprovação do denominado “Projeto do IPTU” e ainda que o Executivo tenha “alimentado” a imprensa para uma “repercussão parcial do fato, sem que se tenha ouvido o outro lado”. e em seguida recomendou ao prefeito Colbert Filho:  ” não mande secretário me ligar, com pressões ou ameaças”. 

O presidente esclareceu que não existe nenhum fato de sabotagem contra o Projeto mas o atraso deu-se pelo fato de haver erros ortográficos no teor da matéria “Primeiro, enviaram um projeto contendo erros primários, que a Casa teve de devolver para correção. No dia 23, portanto, há apenas três sessões, recebemos de volta. Ocorre que a matéria precisa passar por várias comissões”, pontuou o presidente, que recomenda ao Governo “assumir a sua culpa, não jogá-la para a Câmara”, e que inclusive a PL foi proposto por ele; “ideia minha e do vice-prefeito Fernando de Fabinho”, por sua importância e pelos prazos que precisam ser cumpridos, deveria ter sido encaminhada à Casa no início de fevereiro.

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