Nosso dia nasceu das mulheres Socialistas

Por Rita de Cássia

Não tem como falar do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, sem mergulhamos na história e buscar no passado a trajetória de luta dessas guerreiras. A data escolhida para celebrar essa efeméride, pode ser um mito marcado por uma tragédia. Há anos circula na internet que em 1857, cerca de 130 operárias grevistas morreram carbonizadas em um incêndio criminoso em repressão a uma greve, ocorrido nas instalações de uma fábrica têxtil na cidade de Nova York. Essa narrativa pode ser um equívoco histórico.

Segundo o site Sempreviva Organização Feminista, A referência histórica principal das origens do Dia Internacional das Mulheres é a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas realizada em 1910, em Copenhague, na Dinamarca, quando Clara Zetkin e outras militantes apresentaram uma resolução com a proposta de instituir oficialmente um dia internacional das mulheres. Todavia, nessa Conferência não há nenhuma citação sobre essa data, oito de março, até porque já existiam eventos de caráter internacional iniciados por mulheres socialistas.

Nesse sentido, existe uma lacuna que pode ter se perdido no tempo e na história, sobre a legítima data do Dia Internacional da Mulher. Então ficamos com o benefício da dúvida, mas o certo é que, o dia 8 de março, é um marco que baliza a luta histórica das mulheres, pelas conquistas sociais, políticas e econômicas ao longo dos anos. Na década de 70, a ONU reconheceu o dia 08 de março como o Dia Internacional da Mulher. De lá para cá, foram muitas conquistas e não conseguiriam enumerá-las em uma lauda.

Portanto, hoje 08 de março de 2021, é sim um dia comemorativo e devemos celebrar nossas conquistas e apesar dessa luta ser antiga, ainda somos uma criança engatinhando, ainda temos nossos salários com valores mais baixos, mesmo sendo mais qualificadas, temos dupla jornada de trabalho, somos questionadas pela sociedade quando resolvemos dar um basta em relacionamentos abusivos, somos vítimas de violência doméstica dentre outros.

Olá Cloves Pedreira, sou Rita de Cássia, feirense nascida e criada no bairro Estação Nova, filha de pais camelôs, historiadora, e consultora de vendas.
Graduada em História e pós graduanda em Estudos Africano, pela Universidade Estadual da Bahia.

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