Manifestação contra as taxas cobradas no Shopping Popular tem apoio do G 10 e da oposição

Por Maria Júlia Santos

Na manhã da última quinta-feira (21), camelôs que foram realocados para o Shopping Popular fizeram uma manifestação no centro da cidade, os trabalhadores ocuparam a Avenida Getúlio Vargas, Senhor dos Passos e JJ Seabra. Manifestantes foram às ruas para protestar contra o valor das taxas de aluguel e condomínio cobradas por empresários do Shopping Popular, localizado ao lado do Centro de Abastecimento.

Ao passarem pela frente da Câmara Municipal, o presidente da casa, Fernando Torres, convidou os manifestantes para a galeria da Câmara.

“Se o Shopping não tiver espaço para o camelô, que se abra um espaço para o camelô trabalhar. Porque aceitamos sim, sair das ruas pra arrumar a cidade, mas não aceitamos sair das ruas pra ir pra casa passar fome e essa tá sendo a realidade do camelô de Feira de Santana”, disse Ana Paula de Araújo, como uma das representantes dos camelôs retirados do centro.

Após a retirada dos camelôs das ruas para o Shopping Popular, em nome da reorganização do centro da cidade, os acordos não foram mantidos e agora trabalhadores enfrentam altas taxas de aluguel e constantes ameaças de expulsão por parte do empresariado. Diga-se de passagem, que em nome dessa reorganização, Feira parece um labirinto com obras intermináveis a cada esquina que dobramos.

“O poder público virou as costas, ele enganou essa classe trabalhadora e agora virou as costas”, disse Rogério Pereira, também representando os camelôs. “Ele (o prefeito) tem que intervir e buscar uma sanção melhor para que o camelô possa sobreviver ali dentro, não é vir um empresário que fica lá dentro nos humilhando, dizendo que ali é dele e quem não quiser que vá embora.”, acrescentou.

Não é a primeira vez que o Prefeito Colbert é denunciado por governar atendendo os interesses dos empresários, enquanto os trabalhadores de sua cidade sofrem e são ameaçados, as portas da prefeitura permanecem fechadas.

Na galeria, os camelôs gritaram “Queremos solução!”, é exatamente o que a cidade precisa no momento. Feira está diante de um colapso generalizado, prova disso são as constantes denúncias da saúde e do transporte público, e agora até mesmo um apagamento de sua história, com a retirada dos camelôs e feiras das ruas, entregando de bandeja os trabalhadores que compõem nossa cultura nas mãos da classe empresarial gananciosa.

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