Ladrão invisível roubava joias e moedas estrangeira em condomínios

Voz de Feira

Após investigações, um homem foi preso por policiais Civis da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (DRFR), acusado de invadir centenas de residências em condomínios nos bairros Sim, Santa Mônica, Papagaio e Capuchinhos.

Segundo a delegada Tatiane Brito, Moisés Carneiro Sacramento, o Monza, 41 anos, conseguia invadir as casas sem ser percebido e passou a se especializar em entrar nos condomínios. A prisão dele foi possível graças a um mandado de prisão preventiva, cumprido na última quinta-feira (2), embasado nas informações de vítimas e investigações da equipe da DRFR. O acusado priorizava o furto de joias e dinheiro, inclusive moeda estrangeira. Conseguia abrir cofres e janelas e fugir sem deixar vestígios da invasão.

A delegada relatou que Moisés usava uma substância e uma pedra que identificavam se a joia era de valor e que ele entrava apenas quando as casas estavam vazias. Já houve momentos em que ele encontrava as vítimas dormindo e deixava para retornar em outra oportunidade.

A atuação era tão minuciosa, durante o furto, que os proprietários passavam a desconfiar de familiares, amigos e empregados domésticos. Com os valores adquiridos no crime, ele chegou a viajar para São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Segundo os policiais da DRFR, ele chegou a furtar 600 mil reais em joias em mais de 20 anos de atuação.

O acusado disse que não é arrombador, mas sim “especialista em furto”. “Não preciso arrombar, entro com facilidade. Em condomínio as pessoas acham que estão seguras, deixam porta aberta, janela aberta, e eu pulo o muro, algumas têm cercas elétricas, já tomei choque, mas consigo passar. Prefiro as joias, negocio em Feira de Santana, e pego dinheiro também para gastar. Quando tinha gente eu me retirava, não queria causar pânico nos moradores. Os vigilantes não me viam, era eu que percebia eles. Os moradores também não me viam, eu fazia um levantamento. Eu abria os cofres de um jeito que eu sei abrir”, relatou Moisés, dizendo que foi preso quando saía de um estabelecimento em Feira, onde negociava os pertences roubados.

A moeda estrangeira ele trocava em Salvador.  A delegada Tatiane Brito disse ao Acorda Cidade que a DRFR estava realizando uma investigação acerca dos furtos em condomínios e que inicialmente acreditava que não se tratava de apenas uma pessoa.

“Ele disse que testava as cercas elétricas antes de pular o muro, algumas casas que ele conseguiu entrar ou estavam com janelas semiabertas ou sem a tranca, entretanto, até mesmo as janelas fechadas, de vários modelos, ele conseguia com artimanha abrir. Durante o interrogatório ele explicou como fazia. Uma vez dentro da casa, sem a presença do morador, ele busca as gavetas e cofres. Ele conseguia abrir gavetas e cofres, e usava uma pedra e um líquido para testar se as joias tinham valor. O Real ele gasta aqui mesmo, se fosse moeda estrangeira ele trocava no mercado negro, em Salvador, como ele mesmo mencionou”, disse a delegada.

“Não imaginávamos que se tratava de uma pessoa apenas, mas de que alguém dava informação. No entanto, ele agia sozinho, deixava a casa do jeito que a encontrou, não fazia arruaça, deixava a janela da mesma forma como a encontrou. As vítimas diziam em depoimentos que devido a forma como deixava o local, ele causou diversas desavenças familiares e entre patrão e empregado. Ele disse que entrava pulando muro, usando escada ou banco, não relatou que entrava via portão principal – geralmente à noite, mas não de madrugada. Do lado de fora ele acompanhava a saída da vítima com roupa de academia, por exemplo, e estipulava um tempo do possível do retorno, observa as luzes sendo apagadas e entrava”, continuou.

A delegada destacou que a investigação prossegue para identificar os receptadores dos produtos furtados. acorda cidade

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