Foi preso pela PM, homem que matou 5 pessoas da família em Feira de Santana

Por Cloves Pedreira

Uma denúncia anônima levaram policiais da 64ª Companhia Independente da Polícia Militar prenderam, na manhã desta sexta-feira 6,  Gilson de Jesus Moura, 49 anos, acusado de atear fogo na casa onde residia e matar seus três filhos menores de idade, e sua enteada que estava grávida, na quarta-feira (4), no residencial Alto do Rosário, em Feira de Santana.

Ele confessou o crime e será interrogado pelo coordenador regional de polícia, delegado João Rodrigo Uzzum, e pelo titular da Delegacia de Homicídios, delegado Gustavo Coutinho.

Embora tenha se livrado do flagrante, Gilson não responderá em liberdade, pois a sua prisão prisão preventiva já estava decretada.

Gilson foi preso às 7h10 no Marajó, em Feira de Santana, quando planejava fugir para outra cidade:

Gilson confessou o crime: “No dia eu fui para Capim Grosso, abasteci e fiquei pensando se eu ia me entregar ou não. No meu carro tem dois pacotinhos de veneno que eu estava pensando em tomar. Não sei explicar o que eu fiz, sinceramente. Não tinha problema com minha enteada, ela estava morando com o marido, sempre que precisava de dinheiro a gente dava. Meus filhos eram tudo para mim, foi um surto, em nenhum momento eu planejei aquilo. Foi um surto e eu não tenho palavras. Eu não bebo, não fumo, mas eu estava tomando remédio controlado, porque eu tenho problema de ejaculação precoce e o médico receitou uns remédios. Os remédios tinham acabado e eu tinha que voltar ao médico para ele passar novos remédios, mas eu estava esperando passar as festas, e de repente só pode ter sido por causa disso, esse surto, porque eu não tinha motivo. Eu nunca fui traído pela minha esposa”, declarou.

Declarou também que: “Eu não acho que eu mereça perdão. Para falar a verdade eu não mereço perdão. No dia a gente nem teve conversa. Do nada peguei o combustível que estava no fundo do carro, que era para colocar na moto, nada foi planejado, não houve discussão, não houve nada, eu não sei explicar. Eu não disse que iria matar ela depois do Ano Novo. Sinceramente, a minha família não tem coragem de me encarar, porque não tenho palavras para explicar este ato que cometi. Não tenho condições de falar mais nada”, disse Gilson confirmando que era irmão materno da esposa.

Gilson também revelou que a família aprovava o relacionamento dele com a irmã materna:”Eu já tinha me separado, e quando nos relacionamos já éramos adultos. A família nunca se posicionou contra. Nossos irmãos iam direto à nossa casa. Hoje homem se relaciona com homem e mulher com mulher e eu não vejo nenhuma anormalidade nisso”, disse.

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