Com quase seis anos como vereador, Edvaldo Lima ainda desconhece que o seu mandato pertence ao PP.

Por Cloves Pedreira

Hoje na Tribuna da Câmara de Vereadores, o edil Edvaldo Lima fez o seguinte pronunciamento: “É com profunda tristeza na alma que afirmo que somos reféns dos partidos em nossa nação. Trabalhamos, nos elegemos, mas nossos mandatos pertencem aos donos, aos caciques dos partidos. Tive uma reunião com o presidente do PP, o vice-governador João Leão, e ele afirmou que o partido não irá ceder a legenda para minha candidatura a deputado federal. Subo a esta tribuna para dizer a Feira de Santana e à Bahia que eu, que seria o representante da família brasileira na Câmara Federal, não serei mais candidato nas eleições de 2018”,

E mais: “Somos reféns dos partidos e a Justiça Eleitoral é conivente com essa realidade. O político que tem ficha limpa deveria ser livre para sair candidato ao cargo que deseja. A Justiça Eleitoral só homologa candidatura com o aval do partido. Temos uma democracia engessada, precisamos de uma democracia verdadeira. O partido me impediu de seguir com minha candidatura. Infelizmente, a minha alma sangra com esse impedimento”, concluiu.

Esta postura de Edvaldo Lima é sem dúvida alguma, um pronunciamento que chega a tripudiar da inteligência das pessoas bem informadas.

Sabe-se que os mandatos de parlamentares pertence aos partidos políticos os quais são filiados, e se Edvaldo não tem conhecimento sobre fidelidade partidária veja;  “A Lei 9.096 de 1995, que dispõe sobre os partidos políticos, estabelece em seu capítulo V as regras de fidelidade e disciplina partidárias. Como a legislação brasileira não permite as candidaturas independentes, todo candidato deve ser filiado a um partido político para que possa disputar as eleiçõesSe eleito, deve estar ciente de que precisa respeitar algumas regras estipuladas pela legenda. Quer entender melhor que regras são essas? Confira a seguir”.

Sabe-se que o PP apoiará Rui Costa, e Edivaldo seguirá com o ex-prefeito de Feira e pré candidato ao Governo da Bahia José Ronaldo, assim sendo, tudo leva a crê que a direção da agremiação partidária não liberou a legenda para o edil.

Vários vereadores ofereceram vaga em seus partidos para Edivaldo se filiar, mas, para se manter no cargo de vereador ele não pode trocar de partido neste momento, pois para este procedimento só é permitido no último ano da legislatura.

Inacreditável esta desatualização!

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