Após afirmar que eleições foram fraudadas, Bolsonaro não apresenta provas à Justiça

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, no dia dez de março desse ano, que teria “provas” que comprovariam que as eleições foram fraudadas e que teria sido eleito no primeiro turno das eleições presidenciais. Após ser questionado pela Justiça, o presidente não apresentou as “provas”, de acordo com a coluna Radar, da revista Veja.

“Pelas provas que tenho em minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu fui eleito no primeiro turno, mas, no meu entender, teve fraude. E nós temos não apenas palavra, temos comprovado, brevemente quero mostrar, porque precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos”, afirmou Bolsonaro para apoiadores em março.

A defesa do presidente, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), defendeu que as dúvidas do presidente são naturais e que a desconfiança do presidente não exporia a democracia brasileiro a riscos. A AGU questionou o deputado federal, Célio Studart (PV-CE) pela ação popular sobre o tema na Justiça Federal do Ceará.

De acordo com a coluna, a defesa de Bolsonaro citou a cassação da senadora Selma Arruda, conhecida como Moro de saias, que foi eleita pelo PSL, partido do presidente na época e hoje, no Podemos.

Ainda segundo a coluna, a AGU citou estatística de irregularidades eleitorais para dizer que a eventual desconfiança no processo eleitoral não coloca em risco a democracia. 

“Supor, como o faz o autor (Célio Studart), que eventual questionamento sobre o processo eleitoral redundaria em ofensa ou risco à democracia, revela, data vênia, completa ausência de confiança no funcionamento das instituições democráticas, a exemplo da Justiça Eleitoral […] Registre-se que a cada eleição há denúncias de toda ordem (antes, durante e após o pleito eleitoral) em face das quais se debruça a Justiça Eleitoral (seja para rejeitá-las, seja para acatá-las), sem que haja mácula ao sistema eleitoral nacional”, afirmou a defesa do presidente.

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