Porque a “elite” religiosa (Os Caifás da atualidade), apoiam Bolsonaro?
016

Por Cloves Pedreira

Joseph Caiaphas, Caifás, foi um sumo sacerdote que viveu nos tempos de Jesus. Ele é citado diversas vezes no Novo Testamento.

Flavio Josefo, historiador judeu, diz que Caifás tornou-se sumo sacerdote por volta do ano 18, nomeado por Valério Grato, e que foi deposto por Vitélio em torno do ano 36. (Antiquitates judaicae, 18.2.2 e 18.4.3)

Caifás era casado com uma filha de Anás. Também segundo Flavio Josefo, Anás havia sido o sumo sacerdote entre os anos 6 e 15 (Antiquitates judaicae, 18.2.1 e 18.2.2). De acordo com essas datas, e conforme o que assinalam os evangelhos, Caifás era o sumo sacerdote quando Jesus foi condenado a morrer na cruz.

Todo o mundo, conhece a história da ressuscitação de Lázaro, operada por Jesus Cristo, após 4 dias morto na sepultura, presenciado por muitas testemunhas.  À partir daquele milagre sobrenatural, muitos passaram a crerem em Jesus como o Messias prometido anunciado em muitas profecias na Antigo Testamento; porém outros que ali estavam correram até os fariseus e anunciaram o que Jesus havia feito em Betânia.

Quando os principais dos sacerdotes e os fariseus obtiveram conhecimento do ocorrido, eles se reuniram para ver entre si, o que deveriam fazer, para tirar o Senhor Jesus dos seus caminho, visto que para eles, Jesus o Cristo representava um grande problema, na relação de poder.

Presente nessa reunião estava Caifás, que era saduceu, e sendo saduceu não acreditava em ressurreição.

Se fez presente nesta reunião, Caifás que mesmo tendo o título de sumo sacerdote, não passava de um falso sumo sacerdote, nomeado em 18 d.C, pelo procurador romano que antecedeu a Pilatos, Valério Grato; portanto, a autoridade de Caifás não era de origem divina, mas sim política.

Neste concílio, alguns manifestaram suas preocupações em perder o poder, crendo que Cristo se fortalecia devido aos inúmeros e sucessivos milagres, praticado pelo Messias.

Em dado momento, Caifás tranquiliza-os declarando  para os principais dos sacerdotes e aos fariseus:  “Nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos”. João 11: 50-52 diz:

Estas declarações de Caifás comprovam que ele, sabia que Jesus Cristo é filho de Deus, e que morreria inevitavelmente pela salvação da humanidade, e nesta perspectiva era conhecedor da verdade, mas não compartilhava dela, mesmo tendo ciência da eficácia da ressurreição.

Assim vivem a “Elite Eclesiástica”, visam apenas o dinheiro e as beneficies do poder. São oportunistas e aproveitadores, avarentos, como sempre Cristo os denominavam: “…raça de víboras…”. Estes não tem parte com a Unidade, vaidosos, falsos crentes, infiltrados, homens maus, inimigos de Deus e dos seus semelhantes.

Cristo prega a vida, Bolsonaro prega a morte, Cristo prega a união entre as pessoas, Bolsonaro prega a intolerância, Cristo, prega o amor incondicional, Bolsonara prega o ódio, o pau de arara, o dente por dente o olho por olho a exaltação tortura e da instituição da pena capital, ainda prega o armamento da sociedade, o fim das políticas afirmativas, Cristo disse; “…quem tiver duas túnicas dê uma a quem precisa…”

Mas por que o apoio de um “pastor evangélico”, declara apoio a um candidato que se declara favorável a pena de morte e a tortura, conceitos estes que não deveriam ser compartilhados por cristãos?

Silas Malafaia já sinalizou que simpatiza com as idéias de Bolsonaro, mesmo que elas sejam o oposto dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Magno Malta, Marcos Feliciano, Silas Malafaia estão nos planos daquele que orientava Caifás. A influência deles é aceita por seus fiéis e pastores menores, desta forma, a quem eles realmente servem?

O provável vice na chapa de Bolsonaro é o deputado e também pastor Marco Feliciano, aquele que foi acusado de estuprar uma seguidora sua. sem contudo houvesse sido condenado, e a acusadora acabou sendo taxada como louca.

Estes pseudos pastores estão conduzindo o povo brasileiro a um precipício, onde se sacrifica a liberdade, a tolerância, o respeito às diferenças, a igualdade e a empatia com a limitação e a dificuldade do outro.

Cloves Pedreira – Teologia – Stibne e Fatina – Formando em Pós Graduação em Psicanálise.

 

VEJA TAMBÉM